Prevalência de atividade física e associação com fatores sociodemográficos em docentes de Macapá-Amapá, Brasil
DOI:
https://doi.org/10.12820/rbafs.30e0409Palavras-chave:
Professores, Atividade física, Fatores sociodemográficosResumo
Objetivo: Analisar a prevalência de níveis de atividade física de lazer e deslocamento ativo e sua associação com fatores sociodemográficos entre docentes da rede básica e superior de ensino de Macapá, Amapá, Brasil. Métodos: Trata-se de estudo transversal, conduzido com 968 docentes (média idade 43 anos e 41% homens). Os dados foram coletados com questionário sobre aspectos sociodemográficos, atividade física de lazer e deslocamento (Questionário Internacional de Atividade Física, versão longa). Foram realizadas análises descritivas, bivariadas e multivariável pela regressão de Poisson. Resultados: A prevalência de atividade física suficiente (>=150min/semana) no lazer e deslocamento foi de 57,2% (IC 95%: 54,10 – 60,35) e 16,3% (IC 95%: 13,99 – 18,65), respectivamente. Homens demonstraram maior atividade física de lazer e deslocamento comparado às mulheres. Docentes sem filhos e que moram em condomínios foram mais ativos no lazer, enquanto ter três ou mais filhos esteve associado a níveis mais baixos de atividade física. Professores com doutorado foram mais ativos em todos os domínios. Houve associação positiva entre professores que se declararam de raça/cor amarela e maior atividade física no deslocamento. Docentes com 60 anos ou mais apresentaram maior atividade física no deslocamento, porém, sem significância estatística, assim como renda, esfera de ensino (rede básica ou superior), estado civil e pós-graduação em curso Docentes apresentaram níveis de atividade física satisfatório, porém, no deslocamento mantiveram-se com escores baixos. Conclusão: Os docentes foram mais ativos no lazer do que no deslocamento, com maior prevalência entre homens, sem filhos e doutores. Os achados reforçam a necessidade de políticas que incentivem a atividade física na categoria docente.
Downloads
Referências
1. Warburton DER, Nicol CW, Bredin SSD. Health benefits of physical activity: the evidence. CMAJ. 2006;174(6):801–9.
2. Biddle SJH, Mutrie N, Gorely T. Psychology of physical activity: determinants, well-being and interventions. 3rd ed. London: Routledge; 2015.
3. Cunha SDM, Matos Sobrinho JA, Silveira AR. Vivências, condições de trabalho e processo saúde-doença: retratos da realidade docente. Educ Rev. 2024;40:e36820.
4. Chen K, Chen C. Emotional Labor on their Well-Being and Job Satisfaction. Revista Carc si Inter Sociale. 2022;(78):123–32.
5. Fernández-Suárez I, García-González MA, Torrano F, García-González G. Estudo da prevalência de burnout em professores universitários no período 2005–2020. Educação Res Int. 2021;1–10.
6. Barroso I, Monteiro M, Rodrigues V, Antunes M, Almeida C, Lameirao J. Estilos de vida e bem-estar em Professores. Motricidades. 2019;15(3):21–5.
7. Antela BB, Leirós-Rodriguez R, García-Soidán JL. Son los adultos un modelo de conducta influyente en los hábitos de actividad física de los menores? Un estudio observaciones de la población. Retos. 2021;39:306 –11.
8. Brito WF, Santos CL, Marcolongo Ado A, Campos MD, Bocalini DS, Antonio EL, et al. Physical activity levels in public school teachers. Rev Saude Publica. 2012;46(1):104-9.
9. Reis ASF, Oliveira BG, Bomfim ES, Boery RNS, Boery EM. Avaliação da influência do nível de atividade física na qualidade de vida do professor universitário. Arq. Ciênc. Saúde. 2017;24(1):75-80.
10. Fontana F, Bourbeau K, Moriarty T, da Silva MP. The Relationship between Physical Activity, Sleep Quality, and Stress: A Study of Teachers during the COVID-19 Pandemic. Int J Environ Res Public Health. 2022;19(23):154-65.
11. Shrestha R, Pahari DP, Adhikari S, Khatri B, Majhi S, Adhikari TB, et al. Physical activity and its correlates among school teachers in a semi-urban district of Nepal. PLOS Glob Public Health. 2023;3(10):e0002000.
12. Hafele V. Da Silva MC. Nível de atividade física de professores da cidade de Morro Redondo/RS. Rev Bras Ativ Fis Saúde. Pelotas/RS. 2014;9(4):475-83.
13. Lima GEO, Bauman CD, Haikal DS, Silva NSS. Transporte ativo no percurso para o trabalho de professores da rede pública de ensino de Minas Gerais. Perspec. Dial. 2024; 11(26):241-56.
14. Souza F, Lins ICT, Silva DLA, Viana SEP, Silva FMA, Iser BPM. Níveis de atividade física e fatores associados entre professores de medicina. Ciênc. & Saúde. 2019;12(3)1-8.
15. Antunes HKM, Santos RF, Cassilhas R, Santos RVT, Bueno OFA, Mello MT. Exercício físico e função cognitiva: uma revisão. Rev Bras Med Esporte. 2006;12(2):108–14.
16. Isoard-Gautheur S, Ginoux C, Gerber M, Sarrazin P. Stress-burnout relationship: examining the moderating effect of physical activity and intrinsic motivation for off-job physical activity. Workplace Health Saf. 2019;67(7):350–60.
17. World Health Organization. WHO guidelines on physical activity and sedentary behaviour. Geneva: World Health Organization; 2020. ISBN: 9789240015128.
18. Bull FC, Al-Ansari SS, Biddle S, Borodulin K, Bumam MP, Cardon G, et al. World Health Organization 2020 guidelines on physical activity and sedentary behaviour. Rev Bras Ativ Fís Saúde. 2020;54(24):1451-62.
19. Dias SCMP, Gaya AR, Santos MP. Barreiras e facilitadores para a prática de atividade física em diferentes domínios no Brasil: uma revisão sistemática. Ciênc Saúde Coletiva. 2022;27(9):3487–502.
20. Araldi FM, Poulsen FF, De Azevedo Guimarães AC, Oliveira Farias G, Folle A, et al. Qualidade de vida de professores do ensino superior: uma revisão sistemática. Retos. 2021;(41):459-70.
21. Garcia LM, Osti RF, Ribeiro EHC, Florindo AA. Validação de dois questionários para a avaliação da atividade física em adultos: versão longa do IPAQ (domínios lazer e deslocamento) e questionário Baecke. Rev Bras Ativ Fís Saúde. 2016;18(3):317–31.
22. Matsudo S, Araújo T, Matsudo V, Andrade D, Andrade E, Oliveira LC, et al. Questionário Internacional de Atividade Física (IPAQ): estudo de validade e reprodutibilidade no Brasil. Rev Rev Bras Ativ Fís Saúde. 2001;6(2):5–18.
23. Silva RVS, Moreira AD, Magalhães TA, Vieira MRM, Haikal, DS. Fatores associados à prática de atividade física entre professores do nível básico. J Phys Educ. 2019;30:e3037.
24. Souza LR, Melo LS, Santos JVF, Lopes EL, Haikal DS, Rossi-Barbosa LAR, et al. Níveis de Atividade Física e Estágios de Mudança de Comportamento de Professores da Educação Básica. Revista Cereus. 2024;16(2)308-21.
25. Dias DF, Mesas AE, Gonzalez AD, Andrade SM, Loch MR. Fatores ocupacionais e atividade física em professores da educação básica da rede pública: uma coorte prospectiva. Cienc. Saúde coletiva. 2021;27(03):1223-36.
26. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Censo Demográfico 2022. Rio de Janeiro: IBGE; 2022.
27. Canabarro LK, Neutzling MB, Rombaldi AJ. Nível de atividade física no lazer de professores de Educação Física do ensino básico. Rev. Bras. Ativ. Fís. Saúde. 2011;16(1):11-7.
28. Silva NSS, Bicalho ACS, Soares KT, Silveira MF, Silva RRV, Haikal DS. Prática de atividade física ao ar livre na pandemia da COVID-19 entre professores do ensino público. Rev. Bras. Ativ. Fís. Saúde. 2023;28:1-10.
29. Mota Júnior RJ, Ferreira Tavares DD, Viana Gomes Áurea K, Rodrigues de Oliveira RA, Bouzas Marins JC. Nível de atividade física em professores do ensino básico avaliados por dois instrumentos. J Phys Educ. 2017;28:e2833.
30. Rocha SV, Pie ACS, Cardoso JP, Amorim CR, Carneiro LRV, Vilela ABA. Nível de atividade física entre funcionários de uma instituição de ensino superior da Bahia. Ulbra Mov. 2011;2(1):16-29.
31. Zierer MS, Albuquerque LP, Moura KB, Araújo RMS. Level of physical activity and possible barriers to practice in teachers at a public university of Piauí. Ciênc Saúde. 2024;28(131):1-8.
32. Dias J, Dusmann Junior M, Costa MAR, Francisqueti V, Higarashi IH. Prática de atividade física em docentes do ensino superior: foco na qualidade de vida. Esc Anna Nery. 2017;21(4):1-6.
33. Mielke G, Costa D, Stopa S, Oliveira-Campos M, Pureza D, Silva M. Tendência temporal de indicadores da prática de atividade física e comportamento sedentário nas capitais da Região Norte do Brasil: 2006-2013. Rev. Bras. Ativ. Fís. Saúde. 2015;20(2):130-40.
34. Las Casas RCR, Bernal RTI, Jorge AO, Melo EM, Malta DC. Fatores associados à prática de atividade física na população brasileira – Vigitel 2013. Saúde Debate. 2018;42(spe4):134-44.
35. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Pesquisa Nacional de Saúde 2019: percepção do estado de saúde, estilos de vida, doenças crônicas e saúde bucal. Rio de Janeiro: IBGE; 2020. Disponível em: <https://loja.ibge.gov.br/pesquisa-nacional-de-saude-2019-percepc-o-do-estado-de-saude-estilos-de-vida.html> [2025 maio].
36. Keegan THM, Hurley S, Goldberg D, Nelson DO, Reynolds P, Bernstein L, et al. The association between neighborhood characteristics and body size and physical activity in the California Teachers Study cohort. Am J Public Health. 2012;102(4):689–97.
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2025 Danylo José Simões Costa, Felipe Fossati Reichert

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.
Ao submeter um manuscrito à Revista Brasileira de Atividade Física & Saúde, os autores mantêm a titularidade dos direitos autorais sobre o artigo, e autorizam a Revista Brasileira de Atividade Física & Saúde a publicar esse manuscrito sob a Licença Creative Commons Atribuição 4.0 e identificá-la como veículo de sua publicação original.
