Efeitos do Walking Football na saúde física de homens e mulheres acima de 50 anos
DOI:
https://doi.org/10.12820/rbafs.30e0421Palavras-chave:
Envelhecimento, Esportes, Saúde, Atividades físicasResumo
Objetivo: Este estudo investigou os efeitos da prática do Walking Football nas capacidades físicas e índice de massa corporal de pessoas com mais de 50 anos, considerando possíveis influências do gênero e da idade dos participantes. Métodos: Participaram desse estudo pessoas sem experiência prévia com a modalidade. O protocolo de treinamento teve duração de 16 semanas, com duas sessões semanais de 120 minutos cada, totalizando 240 minutos por semana, distribuídos em 32 sessões. As avaliações foram realizadas nas semanas 0, 8 e 16, utilizando testes físicos do protocolo American Alliance for Health, Physical Education, Recreation and Dance para avaliar a coordenação, flexibilidade, agilidade, força e resistência. Resultados: Os 35 participantes (11 homens e 24 mulheres, 67,7 ± 5,5 anos) mostraram melhoras significativas de desempenho nos testes de coordenação (p-valor < 0,001; η² = 0,10), agilidade (p-valor < 0,001; η² = 0,07), flexibilidade (p-valor < 0,001; η² = 0,03) e força de membros superiores (p-valor < 0,001; η² = 0,16) nas semanas 8 e 16 em relação ao início do treinamento. A força de membros inferiores melhorou na semana 8, mas retornou aos valores iniciais ao fim do treinamento. Não foram observadas mudanças significativas na resistência e no índice de massa corporal. As mudanças de desempenho não foram influenciadas pela idade ou gênero dos participantes. Conclusão: O Walking Football, quando praticado com um volume igual ou superior a 120 minutos semanais, pode ser uma estratégia eficaz para a manutenção e melhoria das capacidades físicas em pessoas com mais de 50 anos.
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