Perspectivas de Profissionais de Educação sobre ações do Programa Saúde na Escola em Pelotas em 2022

Autores

  • Felipe Garcia Mallue Universidade Federal de Pelotas, Escola Superior de Educação Física, Pelotas, Rio Grande do Sul, Brasil. https://orcid.org/0000-0002-9668-7868
  • Giulia Salaberry Leite Universidade Federal de Pelotas, Programa de pós-graduação em Epidemiologia, Pelotas, Rio Grande do Sul, Brasil. https://orcid.org/0000-0002-7480-8710
  • Tales Conceição Dias Universidade Federal de Pelotas, Escola Superior de Educação Física, Pelotas, Rio Grande do Sul, Brasil. https://orcid.org/0000-0001-6934-7449
  • Italo Fontoura Guimarães Universidade Federal de Pelotas, Programa de pós-graduação em Educação Física, Pelotas, Brasil. https://orcid.org/0000-0002-0215-0454
  • Alan Goularte Knuth Universidade Federal de Pelotas, Programa de pós-graduação em Educação Física, Pelotas, Brasil. Universidade Federal do Rio Grande. Programa de Pós-graduação em Saúde Pública, Rio Grande, Rio Grande do Sul, Brasil. https://orcid.org/0000-0002-2030-5747
  • Inácio Crochemore-Silva Universidade Federal de Pelotas, Programa de pós-graduação em Epidemiologia, Pelotas, Rio Grande do Sul, Brasil. Universidade Federal de Pelotas, Programa de pós-graduação em Educação Física, Pelotas, Brasil. https://orcid.org/0000-0001-5390-8360

DOI:

https://doi.org/10.12820/rbafs.29e0341

Palavras-chave:

Promoção da saúde no ambiente escolar, Políticas públicas saudáveis, Escolas

Resumo

Esta pesquisa teve como objetivo descrever as ações do Programa Saúde na Escola em 2022 no município de Pelotas, Rio Grande do Sul, segundo a perspectiva de profissionais da educação. Trata-se de um estudo transversal, contemplando 51 das 60 escolas de Ensino Fundamental de nível municipal. Foram utilizados dois questionários estruturados administrados aos responsáveis pelo Programa ou membros da equipe gestora das instituições por meio telefônico, ou presencial. Os temas abordados com diretores, vice-diretores, orientadores educacionais e coordenadores pedagógicos incluíram a existência do Programa, as temáticas desenvolvidas, sua frequência, capacitação, envolvimento de profissionais de saúde e educação, articulação entre setores, apoio, autonomia de estudantes e barreiras para implementação do programa. Entre as 51 escolas analisadas, 41 (80,5%) delas possuíam o programa, com frequência das ações prevalentes a cada 3 meses (39,0%) e sendo a ação de Promoção da saúde bucal (90,2%) a mais apontada. Em 70,7% das escolas foram realizadas ações de promoção de atividade física. Além disso, observou-se o setor saúde como principal responsável pelas ações (87,8%), limitada participação dos alunos na escolha das temáticas (34,0%) e escassez de capacitações aos educadores (36,6%). Embora uma instituição universitária tenha se apresentado como fonte de apoio (53,7%) e todas as escolas com o programa registraram ao menos uma ação realizada, a sobrecarga (36,6%) e a necessidade de articulação (34,1%) foram as barreiras mais relatadas. Apesar dos desafios e dificuldades em diversos indicadores, foram identificadas iniciativas que configuram o Programa como importante ferramenta para promoção da saúde de escolares no município.

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Publicado

2024-06-28

Como Citar

1.
Mallue FG, Leite GS, Dias TC, Guimarães IF, Knuth AG, Crochemore-Silva I. Perspectivas de Profissionais de Educação sobre ações do Programa Saúde na Escola em Pelotas em 2022. Rev. Bras. Ativ. Fís. Saúde [Internet]. 28º de junho de 2024 [citado 18º de julho de 2024];29:1-8. Disponível em: https://rbafs.org.br/RBAFS/article/view/15222

Edição

Seção

Artigos Originais