Validade concorrente do instrumento de avaliação de um programa de promoção de saúde na Atenção Primária à Saúde por telefone: uma análise multinível

Autores

  • Marina Christofoletti Universidade Federal de Santa Catarina, Departamento de Educação Física, Florianópolis, Santa Catarina, Brasil. https://orcid.org/0000-0002-5672-6869
  • Paula Fabricio Sandreski Universidade Federal de Santa Catarina, Departamento de Educação Física, Florianópolis, Santa Catarina, Brasil. https://orcid.org/0000-0001-6487-2359
  • Humberto Moreira Carvalho Universidade Federal de Santa Catarina, Departamento de Educação Física, Florianópolis, Santa Catarina, Brasil. https://orcid.org/0000-0002-2855-0296
  • Cassiano Schuaste de Souza Universidade Federal de Santa Catarina, Departamento de Educação Física, Florianópolis, Santa Catarina, Brasil. https://orcid.org/0000-0003-2781-1551
  • Caroline Schramm Alves Universidade Federal de Santa Catarina, Departamento de Educação Física, Florianópolis, Santa Catarina, Brasil. Universidade Regional de Blumenau, Departamento de Educação Física, Blumenau, Santa Catarina, Brasil. https://orcid.org/0000-0003-2373-9302
  • Juciléia Barbosa Bezerra Universidade Federal do Pará, Departamento de Educação Física, Castanhal, Pará, Brasil. https://orcid.org/0000-0003-4512-7542
  • Tania Rosane Bertoldo Benedetti Universidade Federal de Santa Catarina, Departamento de Educação Física, Florianópolis, Santa Catarina, Brasil. https://orcid.org/0000-0002-2035-5082

DOI:

https://doi.org/10.12820/rbafs.29e0325

Palavras-chave:

Estudo de validação, Inquéritos e questionários, Avaliação de programas, Atenção Primária à Saúde

Resumo

Este estudo teve como objetivo verificar a validade concorrente das versões papel e ligação telefônica do instrumento utilizado para avaliar a efetividade do Programa Vida Ativa Melhorando a Saúde (VAMOS). O Programa VAMOS é uma intervenção de base comunitária, com o objetivo de motivar as pessoas a adotarem um estilo de vida ativo e saudável. A população do estudo foi de adultos registrados nas Unidades Básicas de Saúde do estado de Santa Catarina, e a amostra para o teste de validade considerou dois grupos que concluíram o programa. Para comparar cada variável fornecida pelo formato papel e telefone, foram realizados modelos lineares e logísticos generalizados multiníveis, ajustados por idade, sexo e nível de escolaridade. Como resultado, foi possível identificar a validade da maioria das questões, com variações na frequência de consumo de hortaliças cozidas, modo de preparo da carne animal, frequência de atividade física e circunferência da cintura. Concluímos que o uso da coleta por telefone pode ser considerado para a avaliação da efetividade do Programa VAMOS.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Marina Christofoletti, Universidade Federal de Santa Catarina, Departamento de Educação Física, Florianópolis, Santa Catarina, Brasil.

Possui graduação em Educação Física - Bacharelado pela Universidade Federal de Santa Catarina (2014), especialização em Fisiologia do Exercício - Prescrição de Exercícios na instituição Estácio de Sá (2016) e mestrado no Programa de Pós-Graduação em Educação Física da Universidade Federal de Santa Catarina, na área de Atividade Física Relacionada à Saúde (2017). Atualmente é aluna de doutorado no Programa de Pós-Graduação em Educação Física da Universidade Federal de Santa Catarina. É membro do Núcleo de Pesquisa em Atividade Física e Saúde (NuPAF) e do Laboratório de Pesquisa em Envelhecimento, Mudança de Comportamento e Ambiente (LAMCE). Tem experiência na área de Educação Física, com ênfase em Atividade Física e Saúde, atuando principalmente nos seguintes temas: multimorbidade de doenças crônicas não transmissíveis, atividade física, comportamento sedentário, programas de mudança de comportamento e a Educação Física inserida no Sistema Único de Saúde.

Referências

Benedetti TRB, Schwingel A, Gomez LSR, Chodzko-Zajko W. Programa" VAMOS"(Vida Ativa Melhorando a Saúde): da concepção aos primeiros resultados. Braz J Kinathrop Hum Perform. 2012;14:723-37.

Benedetti T, Manta S, Gomez L, Rech C. Logical model of a behavior change program for community intervention–Active Life Improving Health–VAMOS. Rev Bras Ativ Fis Saúde. 2017;22(3):309-13.

Bize R, Willi C, Chiolero A, Stoianov R, Payot S, Locatelli I, et al. Participation in a population-based physical activity programme as an aid for smoking cessation: a randomised trial. Tob Control 2010, 19:488-494.

Ensenyat A, Espigares-Tribo G, Machado-Da-Silva L, Sinfreu-Bergués X, Blanco A. Semisupervised physical exercise and lifestyle counseling in cardiometabolic risk management in sedentary adults: controlled randomized trial (BELLUGAT). J Phys Act Health. 2020;17(7):744-55.

Lall R, Mistry D, Bridle C, Lamb SE. Telephone interviews can be used to collect follow-up data subsequent to no response to postal questionnaires in clinical trials. J Clin Epidemiol. 2012;65(1):90-9.

Jones TL, Baxter M, Khanduja V. A quick guide to survey research. Ann R Coll Surg Engl. 2013;95(1):5-7.

Silva MC, Ribeiro CG, Benedetti TRB. VAMOS program: instruments for measuring physical activity, feeding and anthropometry. Braz J Kinathrop Hum Perform. 2020;22.

Konrad LM, Ribeiro CG, Maciel EC, Tomicki C, Brito FA, Almeida FA et al. Evaluating the implementation of the active life improving health behavior change program "BCP-VAMOS" in primary health care: Protocol of a pragmatic randomized controlled trial using the RE-AIM and CFIR frameworks. Front Public Health. 2022;10:726021.

Blumenberg C, Barros AJD. Response rate differences between web and alternative data collection methods for public health research: a systematic review of the literature. Int J Public Health. 2018;63(6):765-73.

O'Hara BJ, Phongsavan P, Venugopal K, Eakin EG, Eggins D, Caterson H, et al. Effectiveness of Australia's Get Healthy Information and Coaching Service®: translational research with population wide impact. Prev Med. 2012;55(4):292-98.

Scarinci IC, Moore A, Wynn-Wallace T, Cherrington A, Fouad M, Li Y. A community-based, culturally relevant intervention to promote healthy eating and physical activity among middle-aged African American women in rural Alabama: findings from a group randomized controlled trial. Prev Med. 2014;69:13-20.

Gill D, Blunt W, Boa Sorte Silva N, Stiller-Moldovan C, Zou G, Petrella R. The Health e Steps™ lifestyle prescription program to improve physical activity and modifiable risk factors for chronic disease: A pragmatic randomized controlled trial. BMC Public Health. 2019;19:1-15.

Glass DC, Kelsall HL, Slegers C, Forbes AB, Loff B, Zion D, et al. A telephone survey of factors affecting willingness to participate in health research surveys. BMC Public Health. 2015;15(1):1017.

Porter ME. What is value in health care? NEJM. 2010;363(26):2477-2481.

Lam KH, Kwa VIH. Validity of the PROMIS-10 Global Health assessed by telephone and on paper in minor stroke and transient ischaemic attack in the Netherlands. BMJ Open 2018;8(7):e019919.

Downloads

Publicado

2024-04-19

Como Citar

1.
Christofoletti M, Sandreski PF, Carvalho HM, Souza CS de, Alves CS, Bezerra JB, et al. Validade concorrente do instrumento de avaliação de um programa de promoção de saúde na Atenção Primária à Saúde por telefone: uma análise multinível. Rev. Bras. Ativ. Fís. Saúde [Internet]. 19º de abril de 2024 [citado 21º de junho de 2024];29:1-6. Disponível em: https://rbafs.org.br/RBAFS/article/view/15101

Edição

Seção

Seção Especial