Atividade física e interleucina-6 sérica em relação à densidade óssea em adultos jovens

Autores

  • Francine silva dos Santos Universidade Federal de Pelotas, Departamento de Medicina Social, Programa de Pós-graduação em Epidemiologia, Pelotas, Rio Grande do Sul, Brasil. Universidade de São Paulo, Departamento de Nutrição, Faculdade de Saúde Pública, São Paulo, Brasil. https://orcid.org/0000-0002-6077-269X
  • Renata Moraes Bielemann Universidade Federal de Pelotas, Departamento de Medicina Social, Programa de Pós-graduação em Epidemiologia, Pelotas, Rio Grande do Sul, Brasil. Universidade Federal de Pelotas, Departamento de Nutrição, Programa de Pós-graduação em Nutrição e Alimentos, Pelotas, Rio Grande do Sul, Brasil. https://orcid.org/0000-0003-0202-3735
  • Isabel Oliveira de Oliveira Universidade Federal de Pelotas, Departamento de Medicina Social, Programa de Pós-graduação em Epidemiologia, Pelotas, Rio Grande do Sul, Brasil. https://orcid.org/0000-0002-0068-0806
  • Bernardo Lessa Horta Universidade Federal de Pelotas, Departamento de Medicina Social, Programa de Pós-graduação em Epidemiologia, Pelotas, Rio Grande do Sul, Brasil. https://orcid.org/0000-0001-9843-412X
  • Soren Brage Universidade de Cambridge, MRC Epidemiology Unit, Cambridge, United Kingdom.
  • Denise Petrucci Gigante Universidade Federal de Pelotas, Departamento de Medicina Social, Programa de Pós-graduação em Epidemiologia, Pelotas, Rio Grande do Sul, Brasil. Universidade Federal de Pelotas, Departamento de Nutrição, Programa de Pós-graduação em Nutrição e Alimentos, Pelotas, Rio Grande do Sul, Brasil. https://orcid.org/0000-0001-7309-5838

DOI:

https://doi.org/10.12820/rbafs.27e0283

Palavras-chave:

Acelerometria, Composição corporal, Epidemiologia

Resumo

A atividade física (AF) e a inflamação influenciam a densidade óssea através de múltiplos mecanismos fisiológicos, mas a atual evidência não é robusta sobre a estrutura de mediação dessas relações. Portanto, o objetivo deste estudo foi investigar as associações de AF e interleucina-6 sérica (IL-6) na densidade óssea. Análise transversal na Coorte de Nascimentos de 1982 Pelotas (Brasil) em participantes com 30 anos de idade. AF foi medida objetivamente por acelerometria. Densidade mineral óssea (g/cm2) foi avaliada para a coluna lombar e colo do fêmur usando absorciometria de raios-X de dupla energia. Foram realizadas regressões lineares brutas e ajustadas e análises de mediação. Em ambos os sexos, a AF total foi positivamente associada à densidade óssea do colo do fêmur, mas não à coluna lombar. Para os homens, as médias do colo do fêmur foram 0,027, 0,042 e 0,032 maiores no segundo, terceiro e quarto quartis, respectivamente, em relação ao primeiro quartil (referência). Entre as mulheres, os maiores valores de densidade óssea foram encontrados no terceiro (0,021) e quarto (0,027) quartis de AF total em comparação ao quartil mais baixo. No sexo feminino, a atividade física de intensidade moderada a vigorosa apresentou relação positiva com todos os locais de densidade óssea. O efeito indireto através da IL-6 não foi significativo. A atividade física foi associada a ganhos de densidade óssea. Os achados reforçam recomendações de AF na idade adulta para promover a saúde óssea.

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Publicado

2023-02-02

Como Citar

1.
Santos F silva dos, Bielemann RM, Oliveira IO de, Horta BL, Brage S, Gigante DP. Atividade física e interleucina-6 sérica em relação à densidade óssea em adultos jovens. Rev. Bras. Ativ. Fís. Saúde [Internet]. 2º de fevereiro de 2023 [citado 21º de junho de 2024];27:1-9. Disponível em: https://rbafs.org.br/RBAFS/article/view/14959

Edição

Seção

Artigos Originais