Faltar à aula eleva a frequência diária de uso de telas entre estudantes

Autores

  • Gilmar Mercês de Jesus Universidade Estadual de Feira de Santana, Departamento de Saúde, Feira de Santana, Bahia, Brasil. https://orcid.org/0000-0003-1702-217X
  • Raphael Henrique de Oliveira Araujo Universidade Estadual de Londrina, Londrina, Paraná, Brasil. https://orcid.org/0000-0002-9405-3052
  • Lizziane Andrade Dias Universidade Estadual de Feira de Santana, Departamento de Saúde, Feira de Santana, Bahia, Brasil. https://orcid.org/0000-0003-4611-9632
  • Anna Karolina Cerqueira Barros Universidade Estadual de Feira de Santana, Departamento de Saúde, Feira de Santana, Bahia, Brasil. https://orcid.org/0000-0002-9329-5308
  • Lara Daniele Matos dos Santos Araujo Universidade Estadual de Feira de Santana, Departamento de Saúde, Feira de Santana, Bahia, Brasil. https://orcid.org/0000-0003-2910-1553
  • Maria Alice Altenburg de Assis Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, Santa Catarina, Brasil. https://orcid.org/0000-0002-5383-3714

DOI:

https://doi.org/10.12820/rbafs.27e0256

Palavras-chave:

Comportamento sedentário, Tempo de tela, Criança, Adolescente

Resumo

Nós analisamos a associação longitudinal entre presença na escola e frequência diária de uso de diferentes tipos de telas (TV, celular, computador e videogame). O follow-up incluiu quatro medidas repetidas durante o ano letivo de 2015. Participaram do estudo crianças e adolescentes de escola pública (n = 463; 53,6% meninos; 9,3 ± 1,3 anos). O uso de telas foi o desfecho analisado, relatado em um questionário online para a recordação do dia anterior, ilustrado com 32 ícones de atividades, incluindo 4 tipos de dispositivos eletrônicos. O participante respondeu “O que você fez ontem?” pela manhã, tarde e noite. A frequência escolar foi avaliada por meio do item “Você veio à escola ontem?”. A análise foi conduzida via equações de estimativa generalizada, com ajuste por sexo, idade, estação do ano e escore-z de IMC. O percentual médio de faltas no período foi de 28,7%. De maneira geral, o uso de telas foi 13% mais frequente entre estudantes que faltaram à aula, com destaque para vídeogame, cuja frequência diária foi 37% maior. Adolescentes (10-12 anos) exibiram frequência diária de telas 26% maior quando comparados com as crianças (7-9 anos), especialmente de TV (36%) e celular (32%). A frequência diária de uso de telas e de assistir TV entre os alunos que faltaram às aulas no inverno foi, respectivamente, 24% (IRR = 1,24; IC95% = 1,11 - 1,39) e 35% (IRR = 1,35; IC95% = 1,10 - 1,66) maior em relação aos que faltaram às aulas no outono. Concluímos que o uso de telas predominou entre estudantes que faltaram à aula, sobretudo no período do inverno.

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Publicado

2022-05-31

Como Citar

1.
Jesus GM de, Araujo RH de O, Dias LA, Barros AKC, Araujo LDM dos S, Assis MAA de. Faltar à aula eleva a frequência diária de uso de telas entre estudantes. Rev. Bras. Ativ. Fís. Saúde [Internet]. 31º de maio de 2022 [citado 1º de outubro de 2022];27:1-8. Disponível em: https://rbafs.org.br/RBAFS/article/view/14656

Edição

Seção

Artigos Originais