Barreiras associadas à prática de atividade física no tempo livre de idosos com insuficiência cardíaca

  • Bruno Giglio de Oliveira Pontifícia Universidade Católica do Paraná. Residência Multiprofissional em Saúde do Idoso do Hospital Santa Casa de Misericórdia de Curitiba. Curitiba, Paraná, Brasil. https://orcid.org/0000-0003-2548-7321
  • Marilin Hohl Pontifícia Universidade Católica do Paraná. Programa de Pós-Graduação em Tecnologia em Saúde. Curitiba, Paraná, Brasil. https://orcid.org/0000-0001-8786-7018
  • Adriano Akira Hino Pontifícia Universidade Católica do Paraná. Residência Multiprofissional em Saúde do Idoso do Hospital Santa Casa de Misericórdia de Curitiba. Pontifícia Universidade Católica do Paraná. Programa de Pós-Graduação em Tecnologia em Saúde. Curitiba. Universidade Tecnológica Federal do Paraná. Programa de Pós-Graduação em Educação Física. Curitiba, Paraná, Brasil. https://orcid.org/0000-0003-1649-9419
Palavras-chave: Atividade motora, Exercício, Idoso, Doenças cardiovasculares, Insuficiência cardíaca

Resumo

O objetivo deste estudo foi analisar a associação entre as barreiras para a prática de atividade física com o nível de atividade física no tempo livre de idosos com insuficiência cardíaca.Trata-se de um estudo transversal, no qual foram analisados dados de 156 idosos (40,4% mulheres) de 60 a 92 anos de idade de um ambulatório acadêmico de insuficiência cardíaca. Foram analisados os dados referentes a informações sociodemográficas, comorbidades, comportamento de risco, barreiras para atividade física e prática de atividade física no tempo livre. Para verificar a associação entre as variáveis foi utilizado o teste Qui-quadrado para tendência. Dentre as barreiras relatadas pelos idosos, as principais foram associadas com a condição clínica, como: falta de ar (27,4%), fraqueza nas pernas (21,7%) e dor nas pernas (19,1%). O nível de atividade física no tempo livre dos idosos apresentou diferença significativa conforme o número de barreiras percebidas (p = 0,018), onde idosos que relataram mais barreiras eram mais inativos fisicamente. Considerando esses achados, estratégias devem ser desenvolvidas para que haja uma educação em saúde a fim de salientar os benefícios da atividade física a longo prazo no controle das principais barreiras, para que os idosos tenham maior chance de iniciar e manter uma prática regular de atividade física.

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Publicado
06-05-2019
Seção
Artigos Originais