Tempo de prática de atividade física de intensidade moderada a vigorosa e marcadores de síndrome metabólica em adolescentes

Palavras-chave: Fatores de risco, Atividade física, Adolescente, Síndrome metabólica

Resumo

Intervenções envolvendo aumento da atividade física em adolescentes mostram-se promissoras em relação à redução de fatores de risco para a síndrome metabólica (SM). Entretanto, ainda não está bem estabelecido o efeito decorrente do acúmulo da atividade nos dias de semana, final de semana e total. O objetivo do presente estudo foi verificar a correlação da prática de atividade física de intensidade moderada à vigorosa (AFMV), nos dias de semana (AFMV-DS), final de semana (AFMV-FS) e total (AFMV-T), com a SM e seus fatores. Foram avaliados 109 adolescentes de 10 a 16 anos de idade (66% do sexo feminino). A SM foi definida pelos marcadores: circunferência da cintura (CC), pressão arterial (PA), triglicérides, HDL-C e glicemia em jejum. O tempo em AFMV foi mensurada por acelerômetros ActiGraph modelo GT3X (≥ 4 dias de uso, sendo ≥ 1 de final de semana, ³ 10 horas/dia de uso). O coeficiente de correlação de Spearman foi utilizado para a verificação da associação entre o escore “z” da prática de atividade física (AFMV-DS, AFMV-FS e AFMV-T) com o escore de cada fator da SM e o escore de SM (média dos fatores da SM). Foi verificada correlação inversa entre AFMV-FS e CC (rho = -0,20), PA sistólica (rho = -019) e SM (rho = -0,20). A AFMV-T apresentou correlação inversa com triglicerídeos (rho = -0,19). As magnitudes das correlações revelam pouco ou nenhum efeito. Conclui-se que de forma geral a AFMV parece apresentar pouca correlação com a SM e seus fatores, mas pode ter alguma contribuição em estratégias multifatoriais de tratamento ou prevenção.

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Biografia do Autor

Sara Crosatti Barbosa, Universidade Federal do Paraná, Departamento de Ciências Biológicas, Centro de Pesquisa de Exercícios e Esporte, Curitiba, Paraná, Brasil.

Estudante do doutorado em Educação Física.

Gustavo Aires Arruda, Universidade de Pernambuco, Faculdade de Enfermagem Nossa Senhora das Graças, Recife, Pernambuco, Brasil.

Professor Doutor em Educação Física.

Antonio Stabelini Neto, Universidade Estadual do Norte do Paraná, Centro de Ciências da Saúde, Jacarezinho, Paraná, Brasil.

Professor Doutor em Educação Física.

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Publicado
22-12-2020
Seção
Artigos Originais