Emergências climáticas, recomendações de atividade física e pessoas com deficiência: novas reflexões
DOI:
https://doi.org/10.12820/rbafs.31e0457Palabras clave:
Exercício físico, Para-atletas, Pessoas com deficiência, Esportes para pessoas com deficiência, TerminologiaResumen
Introdução: A carta “As recomendações de atividade física para a saúde no contexto das emergências climáticas: estamos suficientemente atentos?”, publicada recentemente, destacou a necessidade de revisitar as recomendações de atividade física (AF) para a saúde diante do cenário crescente de emergências climáticas. Objetivo: Ampliar esse debate ao incorporar explicitamente a perspectiva das pessoas com deficiência. Desenvolvimento: Estima-se que aproximadamente 16% da população mundial e cerca de 14,4 milhões de pessoas no Brasil vivam com algum tipo de deficiência, grupo que apresenta, em média, maiores níveis de comportamento sedentário e menor participação em AF quando comparado à população sem deficiência. Apesar disso, as atuais diretrizes internacionais de AF são amplamente baseadas em evidências produzidas em populações sem deficiência e em países de alta renda, o que limita sua aplicabilidade direta a grupos com maior heterogeneidade funcional e que enfrentam barreiras estruturais adicionais para a prática de AF. Essas limitações tornam-se ainda mais relevantes em países de baixa e média renda e no contexto das emergências climáticas, nas quais eventos extremos, como ondas de calor e degradação da qualidade ambiental, podem restringir ainda mais as oportunidades de prática segura. Considerações finais: Nesse cenário, recomendações generalistas podem apresentar limitações tanto em termos de viabilidade quanto de segurança para pessoas com deficiência. Assim, argumenta-se pela necessidade de abordagens mais inclusivas e sensíveis ao contexto, capazes de considerar simultaneamente a diversidade funcional, as desigualdades sociais e os desafios adicionais impostos pelas emergências climáticas.
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