Associação entre atividade física e saúde mental durante a pandemia COVID-19: um estudo transversal

Autores

  • Ana Tereza de Sousa Brito Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará, Departamento de Educação Física, Juazeiro do Norte, Ceará, Brasil. https://orcid.org/0000-0001-6382-5374
  • Deborah Santana Pereira Pereira Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará, Departamento de Educação Física, Juazeiro do Norte, Ceará, Brasil. https://orcid.org/0000-0002-8377-4874
  • Maria do Socorro Cirilo-Sousa Universidade Regional do Cariri, Departamento Educação Física, Crato, Ceará, Brasil. https://orcid.org/0000-0001-5566-3248
  • Anthony Pedro Igor Sales Rolim Esmeraldo Universidade Regional do Cariri, Departamento Educação Física, Crato, Ceará, Brasil. https://orcid.org/0000-0002-3404-0233
  • Matheus Luna Loiola Universidade Regional do Cariri, Departamento Educação Física, Crato, Ceará, Brasil. https://orcid.org/0000-0001-9780-0466
  • Narcélio Pinheiro Victor Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará, Departamento de Educação Física, Juazeiro do Norte, Ceará, Brasil. https://orcid.org/0000-0001-7022-9861

DOI:

https://doi.org/10.12820/rbafs.27e0298

Palavras-chave:

COVID-19, Exercício físico, Ansiedade, Depressão

Resumo

O objetivo do presente estudo foi investigar a associação entre níveis de atividade física e sintomas de ansiedade e depressão. Foi elaborado um questionário online no Google Forms® com questões objetivas e abertas para avaliar as questões relacionadas à prática de atividade física e saúde mental durante o período da pandemia da COVID-19. O formulário incluiu perguntas relacionadas a aspectos sociodemográficos, nível de atividade física (IPAQ –versão curta) e análise da saúde mental dos participantes com as escalas de Ansiedade e Depressão de Beck. A associação entre atividade física e saúde mental foi estimada por meio de modelos de regressão. Cento e noventa e três pessoas responderam ao questionário (59% do sexo feminino). As mulheres apresentaram maiores níveis de ansiedade e depressão quando comparadas aos homens (p < 0,001 para todos os domínios). O risco de ter sintomas graves de ansiedade e depressivos aumentou respectivamente (OR = 4,20; IC95%: 1,25 - 14,11), e (OR = 3,16; IC95%: 1,12 - 8,91) nos participantes classificados com nível baixo de atividade física quando comparados aos quem mantêm o nível mais alto. Os homens têm menos chances de terem sintomas de ansiedade (OR= 0,23; IC95%: 0,10 - 0,55 p < 0,001) e depressão (OR = 0,33 IC95%: 0,12 - 0,88). Em suma, pode-se concluir que, durante a pandemia de COVID-19, os participantes que obtiveram alto nível de atividade física têm menos chances de apresentar sintomas graves de ansiedade e moderado de depressão.

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Publicado

2023-05-26

Como Citar

1.
Brito AT de S, Pereira DSP, Cirilo-Sousa M do S, Esmeraldo APISR, Loiola ML, Victor NP. Associação entre atividade física e saúde mental durante a pandemia COVID-19: um estudo transversal. Rev. Bras. Ativ. Fís. Saúde [Internet]. 26º de maio de 2023 [citado 6º de junho de 2023];28:1-8. Disponível em: https://rbafs.org.br/RBAFS/article/view/14996

Edição

Seção

Artigos Originais