Projeto Toy Box: estimulando a atividade física ao brincar em família durante a pandemia de COVID-19

Autores

  • Raiane Maiara dos Santos Pereira Universidade Católica de Brasília, Programa de Pós-Graduação em Educação Física, Brasília, Distrito Federal, Brasil. Centro Universitário Euro Americano, Programa de Graduação em Educação Física, Brasília, Distrito Federal, Brasil. https://orcid.org/0000-0001-9483-2518
  • Rafael dos Santos Cruz Universidade Católica de Brasília, Programa de Pós-Graduação em Educação Física, Brasília, Distrito Federal, Brasil https://orcid.org/0000-0002-9118-3812
  • Claudia Dias Leite Universidade Católica de Brasília, Programa de Pós-Graduação em Educação Física, Brasília, Distrito Federal, Brasil. Centro Universitário Projeção, Programa de Graduação em Educação Física, Brasília, Distrito Federal, Brasil. https://orcid.org/0000-0002-8062-7916
  • Isabela Almeida Viana Ramos Universidade Católica de Brasília, Programa de Pós-Graduação em Educação Física, Brasília, Distrito Federal, Brasil.Centro Universitário Projeção, Programa de Graduação em Educação Física, Brasília, Distrito Federal, Brasil. https://orcid.org/0000-0003-3651-9966

DOI:

https://doi.org/10.12820/rbafs.29e0329

Palavras-chave:

Criança, Comportamento sedentário, Jogos e brinquedos

Resumo

Apesar da alta incidência do comportamento sedentário na infância, brincadeira popular em família pode estimular o estilo de vida saudável. Objetivou-se analisar o impacto da disponibilização de uma caixa com brinquedos populares no nível de atividade física (NAF) de crianças. 33 crianças de 7 a 11 anos, foram divididas em: grupo controle, sem intervenção, (GC, n = 12, ♂ = 4, ♀ = 8) e grupo experimental (GE, n= 21, ♂ = 6, ♀ = 14), que recebeu uma caixa com brinquedos populares para interagir com a família por 1 mês. O NAF foi mensurado pelo do Questionário do Dia Típico de Atividade Física – DAFA. A ANOVA para medidas repetidas de dois fatores não revelou diferença significativa entre os momentos (p = 0,382), e nem na interação grupos*momentos (p = 0,666). Contudo, notou-se que o GE teve um aumento maior no NAF após a intervenção (Δ = 2,45 ± 10,55) comparado ao GC (Δ = 0,83 ± 9,40). Além de uma frequência maior de crianças do GE se tornando mais ativas (pré: 25%; pós: 40%) comparado ao GC (pré e pós: 67%). Concluiu-se que apesar da intervenção com brinquedos populares não ter resultado em diferença estatisticamente significativa no NAF das crianças analisadas, as diferenças clínicas demonstram que o Projeto Toy Box tem potencialidade para resultados promissores no NAF, sugerindo continuidade do estudo.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Referências

Huizinga J. Homo Ludens: o Jogo como Elemento na Cultura (1938). São Paulo: Perspectiva, 2008.

Piccolo, GM. Jogo ou brincadeira: afinal, de que estamos falando?. Motriz. Journal of Physical Education. UNESP. 2009;15(4):925-34.

Winnicott DW. Porque as crianças brincam. Rio de Janeiro: Zahar. 1942.

Friedmann A. O direito de brincar: a brinquedoteca. 4ª ed. São Paulo: Abrinq, 1996.

Wallon H. A evolução psicológica da criança. Lisboa: Edições 70, 1995.

Kishimoto TM. Jogo, brinquedo, brincadeira e educação. São Paulo: Cortez, 1999.

Nijhof SL, Vinkers CH, van Geelen SM, Duijff SN, Achterberg EM, Van Der Net J et al. Healthy play, better coping: The importance of play for the development of children in health and disease. Neurosci Biobehav Rev. 2018;95:421-9. doi: https://doi.org/10.1016/j.neubiorev.2018.09.024. DOI: https://doi.org/10.1016/j.neubiorev.2018.09.024

International Play Association/IPA. The Child’s Right to Play. Disponível em: <http://ipaworld.org/> [2022 julho].

Pinho CDF, Farinha JB, Lisboa SDC, Bagatini NC, Leites GT, Voser RDC et al. Efeitos de um programa de futebol reduzido sobre os parâmetros de saúde de crianças obesas. Rev Bras Med Esporte.2022;29:e2021_0398. doi: https://doi.org/10.1590/1517-8692202329012021_0398. DOI: https://doi.org/10.1590/1517-8692202329012021_0398

Iqbal SA, Tayyab N. COVID‐19 and children: The mental and physical reverberations of the pandemic. Child Care Health Dev. 2021;47(1):136-9. doi: https://doi.org/10.1111/cch.12822. DOI: https://doi.org/10.1111/cch.12822

Ghosh R, Dubey MJ, Chatterjee S, Dubey S. Impact of COVID-19 on children: special focus on the psycho-social aspect. Minerva pediatrica. 2020;72(3):226-35. doi: https://doi.org/10.23736/S0026-4946.20.05887-9. DOI: https://doi.org/10.23736/S0026-4946.20.05887-9

Wilk P, Clark AF, Maltby A, Smith C, Tucker P, Gilliland JA. Examining individual, interpersonal, and envi-ronmental influences on children’s physical activity levels. SSMpopulation health. 2018;4:76-85. doi: https://doi.org/10.1016%2Fj.ssmph.2017.11.004. DOI: https://doi.org/10.1016/j.ssmph.2017.11.004

Lightfoot JT, De Geus EJ, Booth FW, Bray MS, Den Hoed M, Kaprio J et al. Biological/genetic regulation of physical activity level: consensus from GenBioPAC. Med Sci Sports Exerc. 2018;50(4):863-73. doi: https://doi.org/10.1249/mss.0000000000001499. DOI: https://doi.org/10.1249/MSS.0000000000001499

Rodrigues D, Padez C, Machado-Rodrigues AM. Active parents, active children: The importance of parental organized physical activity in children’s extracurricular sport participation. J. Child Health Care. 2018;22(1):159-70. doi: https://doi.org/10.1177/1367493517741686 DOI: https://doi.org/10.1177/1367493517741686

Angoorani P, Heshmat R, Ejtahed HS, Motlagh ME, Ziaodini H, Taheri M et al. The association of parental obesity with physical activity and sedentary behaviors of their children: the CASPIAN-V study. J Pediatr. 2018;94(4):410-8. doi: https://doi.org/10.1016/j.jped.2017.06.024 DOI: https://doi.org/10.1016/j.jped.2017.06.024

Marsh S, Foley LS, Wilks DC, Maddison R. Family‐based interventions for reducing sedentary time in youth: a systematic review of randomized controlled trials. Obes Rev. 2014;15(2):117-33. doi: https://doi.org/10.1111/obr.12105. DOI: https://doi.org/10.1111/obr.12105

Poletto RC. A ludicidade da criança e sua relação com o contexto familiar. Psicol. Estud.2005;10(1):67-75. doi: https://doi.org/10.1590/S1413-73722005000100009. DOI: https://doi.org/10.1590/S1413-73722005000100009

Barros MV, Assis MAAD, Pires MC, Grossemann S, Vasconcelos FDAGD, Luna MEP et al. Validação de um questionário de atividade física e consumo alimentar para crianças de sete a dez anos de idade. Rev. Bras. Saúde Mater. Infant. 2007;7(4):437-48. doi: https://doi.org/10.1590/S1519-38292007000400011. DOI: https://doi.org/10.1590/S1519-38292007000400011

Volpp KG, Loewenstein G. What is a habit? Diverse mechanisms that can produce sustained behavior change. Organ. Behav. Hum. Decis. Process. 2020;161:36-8. doi: https://doi.org/10.1016/j.obhdp.2020.10.002. DOI: https://doi.org/10.1016/j.obhdp.2020.10.002

Lally P, Van Jaarsveld CH, Potts HW, Wardle J. How are habits formed: Modelling habit formation in the re-al world. Eur. J. Soc. Psychol. 2010;40(6):998-1009. doi: https://doi.org/10.1002/ejsp.674. DOI: https://doi.org/10.1002/ejsp.674

Gardner B, Rebar AL. Habit formation and behavior change. In: Oxford research encyclopedia of psychology. 2019. doi: https://doi.org/10.1093/acrefore/9780190236557.013.129. DOI: https://doi.org/10.1093/acrefore/9780190236557.013.129

Caillois R. Os jogos e os homens: a máscara e a vertigem. Rio de Janeiro: Editora Vozes Limitada; 2017.

Solomon-Moore E, Emm-Collison LG, Sebire SJ, Toumpakari Z, Thompson JL, Lawlor DA, et al. “In my day… ”-Parents’ Views on Children’s Physical Activity and Screen Viewing in Relation to Their Own Child-hood. Int. J. Environ. Res. Public Health. 2018;15(11):2547. doi: https://doi.org/10.3390/ijerph15112547. DOI: https://doi.org/10.3390/ijerph15112547

Wiggers I, Oliveira M, Ferreira I. Infância e educação do corpo: as mídias diante das brincadeiras tradicionais. Em Aberto. 2018;31(102):177-90. doi: https://doi.org/10.24109/2176-6673.emaberto.31i102.3845. DOI: https://doi.org/10.24109/2176-6673.emaberto.31i102.3845

Rebold MJ, Lepp A, Kobak MS, Mcdaniel J, Barkley JE. The Effect of Parental Involvement on Children’s PhysicalActivity. J Pediatr. 2016;170:206-10. doi: https://doi.org/10.1016/j.jpeds.2015.11.072. DOI: https://doi.org/10.1016/j.jpeds.2015.11.072

Amos KA, Ogilvie JD, Ponti M, Miller MR, Yang F, Ens AR. Paediatricians’ awareness of Canadian screen time guidelines, perception of screen time use, and counselling during the COVID-19 pandemic. Paediatr Child Health. 2023;12;28(6):357-61. doi: https://doi.org/10.1093/pch/pxad022. DOI: https://doi.org/10.1093/pch/pxad022

Comitê Gestor da Internet no Brasil/CGI.Br. Pesquisa sobre o uso das tecnologias de informação e comunicação nas escolas brasileiras: TIC Educação 2020: edição COVID-19: metodologia adaptada [livro eletrônico]. 1. ed. São Paulo. 2021. Disponível em: https://cetic.br/pt/publicacao/pesquisa-sobre-o-uso-das-tecnologias-de-informacao-ecomunicacao-nas-escolas-brasileiras-tic-educacao-2020/ [2022 julho].

Pereira RMS, Ramos IA, Brito SV, Fontes EB, Campbell CSG. Fun and Healthy Every Day: using a website as an educational tool to promote health in school children. Motricidade. 2017;13(S1):21-7.

Buchholz BA, Dehart J, Moorman G. Digital citizenship during a global pandemic: Moving beyond digital lit-eracy. J Adolesc Adult Lit. 2020;64(1):11-7. doi: https://doi.org/10.1002/jaal.1076. DOI: https://doi.org/10.1002/jaal.1076

Szucs LE, Andrzejewski JD, Robin L, Telljohann S, Pitt Barnes S, Hunt P. The Health Education Teacher Instructional Competency Framework: A Conceptual Guide for Quality Instruction in School Health. J. Sch. Health. 2021;91(10):774-87. doi: https://doi.org/10.1111/josh.13076. DOI: https://doi.org/10.1111/josh.13076

Publicado

2024-05-31

Como Citar

1.
Pereira RM dos S, Cruz R dos S, Leite CD, Ramos IAV. Projeto Toy Box: estimulando a atividade física ao brincar em família durante a pandemia de COVID-19. Rev. Bras. Ativ. Fís. Saúde [Internet]. 31º de maio de 2024 [citado 21º de junho de 2024];29:1-8. Disponível em: https://rbafs.org.br/RBAFS/article/view/14980

Edição

Seção

Artigos Originais