Estrutura, perfil dos frequentadores e padrão de utilização de Academias a Céu Aberto em Belo Horizonte, Minas Gerais

Autores

  • Amanda Paula Fernandes Instituto de Salud Global Barcelona, Barcelona, Espanha. Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais. Grupo de Estudo e Pesquisa em Avaliação e Promoção da Atividade Física. Belo Horizonte, Minas Gerais, Brasil. https://orcid.org/0000-0002-1823-3473
  • Hugo César Martins-Costa Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais. Grupo de Estudo e Pesquisa em Avaliação e Promoção da Atividade Física. Belo Horizonte, Minas Gerais, Brasil. https://orcid.org/0000-0002-0851-4730
  • José Mauro Silva Vidigal Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais. Grupo de Estudo e Pesquisa em Avaliação e Promoção da Atividade Física. Belo Horizonte, Minas Gerais, Brasil. Secretaria Municipal de Esportes e Lazer. Diretoria de Planejamento, Monitoramento e Avaliação. Prefeitura de Belo Horizonte, Minas Gerais, Brasil. https://orcid.org/0000-0003-2295-5695
  • Rogério César Fermino Universidade Tecnológica Federal do Paraná. Programa de Pós-Graduação em Educação Física. Grupo de Pesquisa em Ambiente, Atividade Física e Saúde. Curitiba, Paraná, Brasil. Universidade Federal do Paraná. Programa de Pós-Graduação em Educação Física. Curitiba, Paraná, Brasil. https://orcid.org/0000-0002-9028-4179

DOI:

https://doi.org/10.12820/rbafs.27e0251

Palavras-chave:

Academias de ginástica, Atividade motora, Epidemiologia descritiva, Meio ambiente e saúde pública, Condições sociais

Resumo

O objetivo deste estudo foi descrever a estrutura, o perfil dos frequentadores e o padrão de utilização de Academias a Céu Aberto (ACA) localizadas em áreas de vulnerabilidade distintas de Belo Horizonte, Minas Gerais. Estudo com delineamento transversal e análises exploratórias, realizado em duas ACA no ano de 2016. Foram utilizadas três abordagens in loco para mensurar as variáveis de interesse: das estruturas das ACA (PARA), entrevistas face-a-face com os usuários presentes e observação sistemática dos frequentadores (SOPARC). Os dados foram analisados com a estatística descritiva e testes de qui-quadrado e Fisher no software R (p < 0,05). ACA-médio risco apresentou melhores estruturas para exercícios, conforto para usuários e condições de limpeza, estética e segurança comparadas à ACA-baixo risco. Foram entrevistados 49 adultos (51,2% mulheres) e observados 294 frequentadores (59,9% homens). Entre os usuários entrevistados, a maioria tinha mais de 50 anos, apresentavam sobrepeso ou obesidade (65,2%). Ademais, 51,0% dos entrevistados realizavam 150 minutos ou mais de atividade física moderada ou vigorosa, sendo que 24,5% deles atingiram esse tempo utilizando apenas as ACA (p = 0,016). Por meio do SOPARC, foi observado proporcionalmente maior presença de adultos (62,0%), de frequentadores em atividades sedentárias (58,4%), seguido de exercícios nos aparelhos das ACA (34,7%), e em dias de semana (64,0%). Proporção significativa de frequentadores em atividades sedentárias foi observada na ACA-baixo risco (p < 0,001). Este estudo contribui para orientação de políticas públicas de promoção de atividade física nas ACA, reforçando a relevância dos aspectos do ambiente físico e social no planejamento, monitoramento e avaliação dessas intervenções.

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Publicado

2022-05-24

Como Citar

1.
Fernandes AP, Martins-Costa HC, Vidigal JMS, Fermino RC. Estrutura, perfil dos frequentadores e padrão de utilização de Academias a Céu Aberto em Belo Horizonte, Minas Gerais. Rev. Bras. Ativ. Fís. Saúde [Internet]. 24º de maio de 2022 [citado 26º de junho de 2022];27:1-9. Disponível em: https://rbafs.org.br/RBAFS/article/view/14787

Edição

Seção

Artigos Originais