Smartphone e folder podem ser uma alternativa para reduzir o comportamento sedentário? Estudo piloto

  • Douglas de Assis Teles Santos Universidade do Estado da Bahia, Colegiado de Educação Física, Teixeira de Freitas, Bahia, Brasil.
  • Lucas Lima Galvão Universidade Federal do Triângulo Mineiro, Departamento de Ciências do Esporte, Uberaba, Minas Gerais, Brasil. https://orcid.org/0000-0001-9296-0997
  • Rafaela Gomes do Santos Universidade do Estado da Bahia, Colegiado de Educação Física, Teixeira de Freitas, Bahia, Brasil. https://orcid.org/0000-0001-7361-0078
  • Ricardo Borges Viana Universidade Federal de Goiás, Faculdade de Educação Física e Dança, Goiânia, Goiás, Brasil. https://orcid.org/0000-0001-9200-3185
  • Emille Camila de Oliveira Santos Universidade do Estado da Bahia, Colegiado de Educação Física, Teixeira de Freitas, Bahia, Brasil.
  • Rizia Rocha Silva Universidade Federal do Triângulo Mineiro, Departamento de Ciências do Esporte, Uberaba, Minas Gerais, Brasil. https://orcid.org/0000-0003-0071-8111
  • Sheilla Tribess Universidade Federal do Triângulo Mineiro, Departamento de Ciências do Esporte, Uberaba, Minas Gerais, Brasil. https://orcid.org/0000-0001-9421-1519
  • Jair Sindra Virtuoso Júnior Universidade Federal do Triângulo Mineiro, Departamento de Ciências do Esporte, Uberaba, Minas Gerais, Brasil. https://orcid.org/0000-0001-7602-1789
  • Claudio André Barbosa De Lira Universidade Federal de Goiás, Faculdade de Educação Física e Dança, Goiânia, Goiás, Brasil. https://orcid.org/0000-0001-5749-6877
Palavras-chave: Comportamento sedentário, Tecnologia, Saúde

Resumo

O objetivo do estudo foi investigar se a exposição a informações sobre vida saudável, via aplicativo de mensagem de smartphone ou folder impresso, reduz o comportamento sedentário (CS) de universitários. Este estudo é um piloto prospectivo quase experimental, constituído por 69 participantes, randomizados por turma, em dois grupos de intervenção via mensagem de texto Whatsapp (grupo MSG) e folder impresso  (grupo FOLDER). As intervenções apresentaram orientações semelhantes com foco geral de promover um perfil de vida saudável, reduzindo o CS. As mensagens foram encaminhadas às segundas-feiras por um período de quatro semanas consecutivas. O tempo exposto ao CS foi avaliado a partir do Questionário Internacional de Atividade Física na Baseline e após quatro semanas de intervenção. Para avaliar o efeito do tempo, da intervenção e a interação (tempo*intervenção) no CS, foram utilizados modelos mistos generalizados para medidas repetidas, utilizando uma matriz de covariância autorregressiva de primeira ordem (AR1) e foi utilizado o teste post hoc de Bonferroni. Foi adotado o nível de significância de 5%. Foram observados efeitos significantes das intervenções (F = 5,30; p = 0,024), FOLDER (519,71 ± 28,01) e MSG (430,37 ± 26,82), e dos tempos (F = 19,05; p < 0,001) baseline (522,07 ± 22,18) e após 4 semanas (428,00 ± 22,18) mas não foi observado interação entre o tempo e a intervenção (F = 0,430; p = 0,514). Foram observadas diferenças significantes entre os grupos no momento pós intervenção (p = 0,022). Ambas as intervenções parecem ser úteis para a redução do tempo exposto ao CS em uma população de adultos jovens durante o período de quatro semanas.

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Publicado
30-04-2021
Seção
Artigos Originais