Impacto do Programa Academia da Saúde sobre gastos com internações hospitalares por doenças cerebrovasculares

Autores

  • Rita de Cássia Franciele Lima Secretária Municipal de Saúde de Jaboatão dos Guararapes, Jaboatão dos Guararapes, Pernambuco, Brasil. Universidade Federal de Pernambuco, Centro Acadêmico de Vitória, Vitória de Santo Antão, Pernambuco, Brasil. https://orcid.org/0000-0002-3077-7465
  • Bárbara Letícia Silvestre Rodrigues Universidade Federal de Pernambuco, Centro Acadêmico de Vitória, Vitória de Santo Antão, Pernambuco, Brasil. https://orcid.org/0000-0001-7754-4282
  • Shirlley Jackllanny Martins de Farias Universidade Federal de Pernambuco, Centro Acadêmico de Vitória, Vitória de Santo Antão, Pernambuco, Brasil. https://orcid.org/0000-0002-2782-5462
  • Bruno Rodrigo Da Silva Lippo Universidade Federal de Pernambuco, Departamento de Educação Física, Recife, Pernambuco, Brasil. https://orcid.org/0000-0003-4582-8613
  • Flávio Renato Barros da Guarda Universidade Federal de Pernambuco, Centro Acadêmico de Vitória, Vitória de Santo Antão, Pernambuco, Brasil. https://orcid.org/0000-0002-9214-7784

DOI:

https://doi.org/10.12820/rbafs.25e0166

Palavras-chave:

Doenças cerebrovasculares, Hospitalizações, Política de saúde, Avaliação de programas e projetos de saúde, Avaliação do impacto na saúde

Resumo

O objetivo deste artigo é avaliar o impacto do Programa Academia da Saúde (PAS) sobre os gastos com internações hospitalares por doenças cerebrovasculares no estado de Pernambuco. Trata-se de uma avaliação de impacto de políticas públicas, desenvolvida através de uma abordagem quase-experimental que consiste na aplicação do método do pareamento por escore de propensão, tomando como referência os anos de 2010 e 2018. Para tanto, utilizou-se dados socioeconômicos, demográficos e epidemiológicos de 89 municípios que implantaram o programa (tratados) e de outros 52 que não implantaram (controles). Os dados foram obtidos no Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística e outras bases. O total de internações por doenças cerebrovasculares em 2010 foi de 6.091 e 10.595 em 2018. Os municípios que implantaram o PAS gastaram em média R$ 1.258,61 a menos com internações por doenças cerebrovasculares (p < 0,05) para cada grupo de 10 mil habitantes. O modelo econométrico proposto mostrou-se adequado para explicar o impacto do PAS sobre os gastos com internações hospitalares por doenças cerebrovasculares. A relação entre a implantação PAS e a diminuição do gasto nos permite inferir que essa intervenção tem cumprido com a sua diretriz de constituir-se como programa de referência para a promoção da saúde, prevenção e controle de doenças crônicas, e alcançado o seu objetivo específico de aumentar o nível de atividade física da população dos municípios beneficiários.

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Publicado

2020-12-24

Como Citar

1.
Lima R de CF, Rodrigues BLS, Farias SJM de, Lippo BRDS, Guarda FRB da. Impacto do Programa Academia da Saúde sobre gastos com internações hospitalares por doenças cerebrovasculares. Rev. Bras. Ativ. Fís. Saúde [Internet]. 24º de dezembro de 2020 [citado 31º de julho de 2021];25:1-8. Disponível em: https://rbafs.org.br/RBAFS/article/view/14376

Edição

Seção

Artigos Originais