Condutância vascular aumentada em indivíduos fisicamente ativos filhos de hipertensos

  • Leonardo Almeida Unidade de Investigação Cardiovascular e Fisiologia do Exercício do Hospital Universitário e da Faculdade de Educação Física e Desportos da Universidade Federal de Juiz de Fora.
  • Isabelle Freitas Unidade de Investigação Cardiovascular e Fisiologia do Exercício do Hospital Universitário e da Faculdade de Educação Física e Desportos da Universidade Federal de Juiz de Fora.
  • Livia Souza Unidade de Investigação Cardiovascular e Fisiologia do Exercício do Hospital Universitário e da Faculdade de Educação Física e Desportos da Universidade Federal de Juiz de Fora.
  • Pedro Mira Unidade de Investigação Cardiovascular e Fisiologia do Exercício do Hospital Universitário e da Faculdade de Educação Física e Desportos da Universidade Federal de Juiz de Fora.
  • Daniel Martinez Unidade de Investigação Cardiovascular e Fisiologia do Exercício do Hospital Universitário e da Faculdade de Educação Física e Desportos da Universidade Federal de Juiz de Fora.
  • Mateus Laterza Unidade de Investigação Cardiovascular e Fisiologia do Exercício do Hospital Universitário e da Faculdade de Educação Física e Desportos da Universidade Federal de Juiz de Fora.
Palavras-chave: Hipertensão, Hereditariedade, Capacitância vascular

Resumo

Objetivou-se testar a hipótese de que a prática regular de exercício físico melhora a função vascular de filhos de hipertensos em repouso. Foram avaliados 13 indivíduos fisicamente ativos filhos de hipertensos (FHA) e 22 indivíduos sedentários filhos de hipertensos (FHS), pareados por idade (22,5±2,9 vs. 23,8±2,7 anos, p=0,18) e IMC (23,8±1,9 vs. 23,0±3,0 kg/m², p=0,45). Foram registrados, simultaneamente, a frequência cardíaca, a pressão arterial, minuto a minuto (método oscilométrico – DIXTAL 2022®) e o fluxo sanguíneo do antebraço (pletismografia de oclusão venosa – Hokanson®), continuamente, durante 3 minutos em repouso. A função vascular foi avaliada por meio da condutância vascular do antebraço, calculada pela divisão do fluxo sanguíneo do antebraço pela pressão arterial média e multiplicada por 100. Foi adotado significância de p≤0,05. Como resultados, em condições basais, os grupos FHA e FHS foram semelhantes para pressão arterial sistólica (124 ± 9 vs. 121 ± 11 mmHg, p=0,42), diastólica (64 ± 5 vs. 64 ± 5 mmHg, p=0,94), média (84 ± 6 vs. 83 ± 7 mmHg, p=0,71) e fluxo sanguíneo do antebraço (3,6 ± 1,1 vs. 2,9 ± 0,9 ml/min/100ml, p=0,06). Mas, o grupo FHA apresentou menor valor de frequência cardíaca de repouso (61 ± 7 vs. 70 ± 8 bpm, p<0,01) e maior condutância vascular do antebraço (4,3 ± 1,3 vs. 3,4 ± 1,0 unidades, p=0,05). Conclui-se que indivíduos fisicamente ativos filhos de hipertensos apresentam melhor função vascular em situação de repouso.

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Biografia do Autor

Leonardo Almeida, Unidade de Investigação Cardiovascular e Fisiologia do Exercício do Hospital Universitário e da Faculdade de Educação Física e Desportos da Universidade Federal de Juiz de Fora.
Mestre em Educação Física pela UFJF.
Isabelle Freitas, Unidade de Investigação Cardiovascular e Fisiologia do Exercício do Hospital Universitário e da Faculdade de Educação Física e Desportos da Universidade Federal de Juiz de Fora.
Mestre em Educação Física pela UFJF.
Livia Souza, Unidade de Investigação Cardiovascular e Fisiologia do Exercício do Hospital Universitário e da Faculdade de Educação Física e Desportos da Universidade Federal de Juiz de Fora.
Mestra em Saúde pela UFJF.
Pedro Mira, Unidade de Investigação Cardiovascular e Fisiologia do Exercício do Hospital Universitário e da Faculdade de Educação Física e Desportos da Universidade Federal de Juiz de Fora.
Mestre em Educação Física pela UFJF.
Daniel Martinez, Unidade de Investigação Cardiovascular e Fisiologia do Exercício do Hospital Universitário e da Faculdade de Educação Física e Desportos da Universidade Federal de Juiz de Fora.
Departamento Fundamento da Educação Física da UFJF.
Mateus Laterza, Unidade de Investigação Cardiovascular e Fisiologia do Exercício do Hospital Universitário e da Faculdade de Educação Física e Desportos da Universidade Federal de Juiz de Fora.
Departamento de Fundamento da Educação Física. Área 21.
Publicado
25-01-2017
Seção
Artigos Originais