Comparação do nível de atividade física medido por acelerômetro e questionário IPAQ em idosos

  • Edna Torquato
  • Aline Gerage UFSC
  • Simone Meurer UFSC
  • Rossana Borges
  • Mônica Silva
  • Tânia Benedetti
Palavras-chave: Atividade motora, Medida objetiva, Medida subjetiva, Idosos

Resumo

O objetivo deste estudo foi comparar o nível de atividade física (AF) medido por acelerômetro e questionário IPAQ em idosos. A amostra foi composta por 103 idosos (acima de 60 anos), de ambos os sexos, cadastrados em Centros de Saúde da regional Norte e Leste de Florianópolis – SC, Brasil. O IPAQ (domínio lazer, versão longa) foi respondido com base em uma semana habitual. O acelerômetro (Actigraph, modelo GT3X e GT3X+) deveria ser usado durante sete dias consecutivos, sendo considerados como dados válidos, no mínimo, 10 horas de uso em, pelo menos, quatro dias (um de final de semana). Comparando a AF mensurada pelo IPAQ e pelo acelerômetro, não houve diferença estatisticamente significante na amostra geral, independente do sexo. Quanto à classificação geral em ativos e inativos, observou-se diferença estatisticamente significante quando confrontada a classificação a partir dos minutos em AF moderada/vigorosa dados pelo IPAQ e pelo acelerômetro (33% ativos vs. 48,5%, respectivamente, P = 0,009). Não foram identificadas diferenças na classificação obtida pelo IPAQ e pelo acelerômetro, quando a caminhada foi incluída (44,7% ativos vs. 48,5%, respectivamente, P = 0,618). Na estratificação por sexo, houve diferenças significantes quando a caminhada não foi incluída apenas nas mulheres. Desta forma, conclui-se que, em idosos, há concordância entre a atividade física medida pelo IPAQ e pelo acelerômetro. Em idosas, a caminhada reportada no IPAQ deve ser considerada no cálculo dos minutos despendidos em AF moderadas/vigorosas, se a mesma for percebida nestas intensidades.

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Publicado
01-03-2016
Seção
Artigos Originais