Características do ambiente físico e organizacional para a prática de atividade física nas escolas de Curitiba, Brasil

  • Alexandre Augusto de Paula da Silva Pontifícia Universidade Católica do Paraná. Grupo de Pesquisa em Atividade Física e Qualidade de Vida, Curitiba, Paraná, Brasil. https://orcid.org/0000-0003-0442-4938
  • Adalberto Aparecido dos Santos Lopes Pontifícia Universidade Católica do Paraná. Grupo de Pesquisa em Atividade Física e Qualidade de Vida, Curitiba, Paraná, Brasil. Universidade Federal do Paraná. Programa de Pós-Graduação em Educação Física. Curitiba, Paraná, Brasil. https://orcid.org/0000-0002-3001-6412
  • Crisley Vanessa Prado Pontifícia Universidade Católica do Paraná. Grupo de Pesquisa em Atividade Física e Qualidade de Vida, Curitiba, Paraná, Brasil. Universidade do Contestado. Curso de Graduação em Educação Física, Mafra, Santa Catarina, Brasil. https://orcid.org/0000-0002-9157-2295
  • Adriano Akira Ferreira Hino Pontifícia Universidade Católica do Paraná. Grupo de Pesquisa em Atividade Física e Qualidade de Vida, Curitiba, Paraná, Brasil. Pontifícia Universidade Católica do Paraná. Programa de Pós-Graduação em Tecnologia em Saúde, Curitiba, Paraná, Brasil. Universidade Tecnológica Federal do Paraná, Programa de Pós-Graduação em Educação Física, Curitiba, Paraná, Brasil. https://orcid.org/0000-0003-1649-9419
  • Rodrigo Siqueira Reis Pontifícia Universidade Católica do Paraná. Grupo de Pesquisa em Atividade Física e Qualidade de Vida, Curitiba, Paraná, Brasil. Pontifícia Universidade Católica do Paraná. Programa de Pós-Graduação em Gestão Urbana, Curitiba, Paraná, Brasil. Washington University in St. Louis. Brown School, Prevention Research Center, Saint Louis, Missouri, Estados Unidos da América. https://orcid.org/0000-0002-9872-9865
Palavras-chave: Ambiente construído, Atividade motora, Escolas, Ambiente, Estudos transversais

Resumo

O objetivo deste estudo foi descrever as características das estruturas para a prática de atividade física (AF) entre escolas públicas e privadas de Curitiba, Brasil. Estudo transversal com 114 escolas (72,8% públicas). Os respectivos professores de Educação Física (EF) (n = 114) das escolas informaram as características organizacionais. O ambiente escolar foi avaliado por meio de observação sistemática com uma ferramenta de auditoria para identificar o tipo, qualidade (não funcional, ruim, média e excelente) e quantidade de estruturas para AF. Os professores de EF reportaram a disponibilidade das estruturas por meio de um instrumento padronizado. Para análise, utilizou-se da distribuição de frequências, os testes de Qui-quadrado e U de Mann Whitney mantendo um nível de significância de 5%. Nas escolas públicas, houve maior proporção das áreas para jogos com qualidade “média” (54,6%), esportes “ruim” (29,1%), quadras individuais “ruim” (38,7%) e poliesportivas “não funcionais” (37,6%), enquanto em escolas privadas eram de qualidade “excelente” as áreas para jogos (68,9%), esportes (57,3%), quadras individuais (50,0%) e poliesportivas (47,0%) com diferença signi cante em todas as áreas entre as escolas (p < 0,001). Escolas públicas possuem aproximadamente um equipamento para AF a cada 100 alunos, enquanto a escolas privadas possuem o dobro (p < 0,001). A disponibilidade das estruturas foi, em geral, semelhante entre os tipos de escola, exceto no acesso a “playgrounds” e o espaço para prática de “tênis de mesa” no período do recreio foi maior em escolas privadas (p < 0,05). As escolas privadas apresentaram maior qualidade e quantidade de estruturas relacionadas à AF quando comparadas as escolas públicas.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Referências

1. Bauman AE, Reis RS, Sallis JF, Wells JC, Loos RJF, Martin BW. Correlates of physical activity: why are some people physically active and others not? e Lancet. 2012;380(9838):258-71.
2. Hoehner CM, Ribeiro IC, Parra DC, Reis RS, Azevedo MR, Hino AA, et al. Physical activity interventions in Latin America: expanding and classifying the evidence. Am J Prev Med. 2013;44(3):e31-40. 

3. Alberico CO, Schipperijn J, Reis RS. Use of global positioning system for physical activity research in youth: ESPACOS Adolescentes, Brazil. Prev Med. 2016;103(S):59-65. 

4. Ribeiro IC, Parra DC, Hoehner CM, Soares J, Torres A, Pratt M, et al. School-based physical education programs: evidence-based physical activity interventions for youth in Latin America. Glob Health Promot. 2010;17(2):5-15. 

5. Fein AJ, Plotniko RC, Wild TC, Spence JC. Perceived environment and physical activity in youth. Int J Behav Med. 2004;11(3):135-42. 

6. Hino AAF, Reis RS, Rodriguez-Añez CRR. Observação dos níveis de atividade física, contexto das aulas e comportamento do professor em aulas de educação física do ensino médio da rede pública. Rev Bras Ativ Fís Saúde. 2007;12(3):21-30. 

7. Hallal PC, Knuth AG, Cruz DKA, Mendes MI, Malta DC. Prática de atividade física em adolescentes brasileiros. Cien Saude Colet. 2010;15(2):3035-42. 

8. Knuth AG, Hallal PC. School environment and physical activity in children and adolescents: systematic review. Rev Bras Ativ Fís Saúde. 2012;17(1):463-73. 

9. Sallis JF, Conway TL, Prochaska JJ, McKenzie TL, Marshall SJ, Brown M. The association of school environments with youth physical activity. Am J Public Health. 2001;91(4):618-20. 

10. Rezende LFM, Azeredo CM, Silva KS, Claro RM, França-Junior I, Peres MFT, et al. The role of school environment in physical activity among brazilian adolescents. PLoS One. 2015;10(6):e0131342. 

11. Dias AF, Lemes VB, Brand C, Mello JB, Gaya AR, Gaya ACA. Association between school structure and physical activity in physical education class and school recess. Rev Bras Cineantropom Desempenho Hum. 2017;19(2):164-73. 

12. Knuth AG, Silva ICM, Hallal PC. Description of the school environment related to physical education classes, recess, extracurricular activities and physical spaces in the city of Pelotas, RS, Brazil. Rev Bras Ativ Fís Saúde. 2015;20(5):524- 33. 

13. Sallis JF, Cerin E, Conway TL, Adams MA, Frank LD, Pratt M, et al. Physical activity in relation to urban environments in 14 cities worldwide: a cross-sectional study. Lancet. 2016;387(10034):2207-17. 

14. Reis RS, Hino AAF, Rech CR, Kerr J, Hallal PC. Walkability and Physical Activity: Findings from Curitiba, Brazil. Am J Prev Med. 2013;45(3):269-75. 

15. Jones NR, Jones A, van Sluijs EM, Panter J, Harrison F, Griffin SJ. School environments and physical activity: The development and testing of an audit tool. Health Place. 2010;16(5):776-83. 

16. Katzmarzyk PT, Barreira TV, Broyles ST, Champagne CM, Chaput JP, Fogelholm M, et al. The International Study of Childhood Obesity, Lifestyle and the Environment (ISCOLE): design and methods. BMC Public Health. 2013;13:900. 

17. Prado CV. Ambiente escolar e promoção da atividade física na escola: implicações para os níveis de atividade física de adolescentes de Curitiba, PR [dissertação de Mestrado]. Curitiba: Universidade Federal do Paraná; 2014. 

18. Lounsbery MA, McKenzie TL, Morrow JR, Jr, Holt KA, Budnar RG. School physical activity policy assessment. J Phys Act Health. 2013;10(4):496-503. 

19. Wechsler H, Devereaux RS, Davis M, Collins J. Using the school environment to promote physical activity and healthy eating. Prev Med. 2000;31(2):121-S37. 

20. Harrison F, Jones AP. A framework for understanding school based physical environmental influences on childhood obesity. Health Place. 2012;18(3):639-48. 

21. Magalhães CHF, Martineli TAP. Soluções formais no enfrentamento dos problemas da prática escolar. O estranhamento dos professores de educação física escolar. Motriviv. 2011;23(36):214-35. 

22. Damazio MS, Silva MFP. O ensino da educação física e o espaço físico em questão. Pensar a Prática. 2008;11(2):189-96. 

23. Tenório MCM, Tassitano RM, Lima MC. Conhecendo o ambiente escolar para as aulas de educação física: existe diferença entre as escolas? Rev Bras Ativ Fis Saúde. 2012;17(4):307-13. 

24. Kirby J, Levin KA, Inchley J. Associations between the school 
environment and adolescent girls’ physical activity. Health Educ Res. 2012;27(1):101-14. 

25. Haug E, Torsheim T, Sallis JF, Samdal O. The characteristics 
of the outdoor school environment associated with physical activity. Health Edu Res. 2010;25(2):248-56. 

26. Reznik M, Wylie-Rosett J, Kim M, Ozuah PO. Physical activity during school in urban minority kindergarten and first-grade students. Pediatrics. 2013;131(1):81-7. 

27. Diretrizes em educação física de qualidade (EFQ) para gestores de políticas. Brasília; UNESCO; 2015. [citado 2018 jun 02]. Disponível em: http://www.unesco.org/new/ pt/brasilia/about-this-office/single-view/news/quality_physical_education_qpe_guidelines_for_policy_make/. 

28. Ridgers ND, Stratton G, Fairclough SJ, Twisk JW. Long-term effects of a playground markings and physical structures on children’s recess physical activity levels. Prev Med. 
2007;44(5):393-7. 

29. Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância Sanitária 
em Saúde. Departamento de Análise de Situação em Saúde. Avaliação de efetividade de programas de educação física no Brasil Brasília; 2011:182 p. 

30. Escalante Y, Garcia-Hermoso A, Backx K, Saavedra JM. Playground designs to increase physical activity levels during school recess: a systematic review. Health Educ Behav. 2014;41(2):138-44.
Publicado
27-10-2018
Seção
Artigos Originais