Treinamento funcional em homens com deficiência androgênica

Palavras-chave: Atividade motora, Andropausa, Homem, Exercício

Resumo

Os sintomas da deficiência androgênica durante o envelhecimento masculino (DAEM) são evidenciados, a partir dos 40 anos, sendo que a atividade física (AF) pode atenuar esse processo. O objetivo desse estudo foi analisar a influência de um protocolo de treinamento funcional na AF habitual em homens com DAEM. Participaram 20 homens de 40 a 59 anos (média de idade de 49,63 ± 4,65 anos), sendo 11 do grupo experimental e nove do grupo controle. Foram coletadas informações por meio de um questionário autoaplicável, dividido em três seções: características gerais e clínicas; AF – IPAQ (versão curta) e sintomas do envelhecimento masculino pela “Aging Male Symptoms Scale (AMS)”. Na análise dos dados, utilizou-se a estatística descritiva (média, desvio padrão e frequência simples) e inferencial (Exato de Fisher e Anova two way com medidas repetidas com teste de comparação de Sydak). O grupo experimental apresentou um aumento médio significativo no tempo de caminhada, em minutos por semana (265 ± 53 minutos; p = 0,013), atividades moderadas (138 ± 21 minutos; p = 0,004), moderadas + vigorosas (209 ± 24 minutos; p < 0,001) e total (474 ± 48 minutos; p < 0,001) em comparação ao grupo controle. Um protocolo de treinamento funcional e a motivação da prática de AF foi eficaz para o aumento do tempo de prática de AF em homens com DAEM.

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Biografia do Autor

Melissa de Carvalho Souza Vieira, Universidade do Estado de Santa Catarina, Florianópolis, Santa Catarina, Brasil.

Possui graduação em Licenciatura em Educação Física pelo Centro de Ciências da Saúde e do Esporte da Universidade do Estado de Santa Catarina - CEFID/UDESC (2012). Atualmente é mestranda do Programa de Pós-Graduação em Ciências do Movimento Humano do CEFID/UDESC. Pesquisadora do Laboratório de Pesquisa em Lazer e Atividade Física (LAPLAF) do CEFID/UDESC. Atua em projetos de ensino, pesquisa e extensão, com ênfase em Atividade Física, Saúde e Qualidade de Vida.

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Publicado
15-01-2019
Seção
Artigos Originais